Segunda 10 Dezembro 2018

depoimentos

Carlos Malta

Se pudésssemos definir o Nico em uma palavra seria virtuosismo...ele era uma virtuoso.

Tivemos uma amizade tranquila , conheci-o pessoalmente numa fase em que ele estava mais caseiro e calmo. Nosso primeiro show juntos foi em Brasilia , no Civebra, na Escola de Música. Criamos o Ninho de Vespas, com Nelson Faria e Pascoal Meirelles. Era uma coisa muito boa de ver. Nunca gravamos, mas está guardado na minha mente como um grande momento em nossas vidas.

Ele era intempestivo e de pavio curto e quando era um show dele, ficava uma pilha. Uma vez me ligou pra substituir o saxofonista que tocava com ele de últimissima hora. Tive que ler aquele monte de notas de primeira vista, mas durante o show, ele encostava a cabeça no meu ombro tocando, agradecido pelo som. Isso era o Nico, louco e dócil.

Ele elevou o nível de execução do baixo elétrico a um patamar quase inatingível. Sua musicalidade e leveza fizeram o som do baixo ter um padrão de excelência, exigindo muito mais de quem toca esse instrumento. Além disso, ele gravou uns 600 discos, com todo mundo. Uma bagagem e tanto! Sou fã dele e aonde ele estiver, ele sabe que continuo dando tudo de mim pra tocar como ele gostava: para caramba.

Curriculum

O músico dos sopros Carlos Malta, conhecido como  "Escultor do Vento" é multinstrumentista, compositor, orquestrador, educador e produtor cultural, possuindo um estilo totalmente original e criativo.

Carlos MaltaLançou 9  CDs, entre eles Rainbow, O Escultor do vento, Pife Muderno, Tudo Coreto, Pimenta, Pixinguinha Alma e Corpo, Ponto de Bala, e em 2006, “PARU”. Em 2009, lançou 2 novos CDs na Dinamarca: Live Brasil  e After the Carnaval.

Deu aulas na Berklee School, no Conservatório da França, na Universidade da Flórida e na Dinamarca dentro da Royal Academy of Music, onde, em Fevereiro/Março de 2005, ministrou curso, encerrando com um concerto de Gala à frente da Big Band da academia.

Liderando diferentes grupos, apresentou-se na França, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Dinamarca, África do Sul, Marrocos, Japão, Venezuela, República Dominicana e em Cuba onde tocou com Michel Legrand e Chucho Valdéz.

No  Brasil, apresenta-se nas principais cenas da música instrumental como: Festivais, Universidades, CCBB, Centro Cultural do Correios, Clube do Choro de Brasília. Em 2006, esteve na África do Sul pela 3 ª vez, tocando MPB em quarteto, e em  Setembro/06, na Alemanha, a convite do Ministério da Cultura.

Em 2008 teve participações especiais nos shows de Bob Mc Ferryn, Dave Mattews Band, Roberto Carlos & Caetano Veloso no tributo a Tom Jobim. Carlos Malta segue esculpindo  seus múltiplos timbres nos saxofones barítono, tenor, alto e soprano, nas flautas em sol, dó, baixo, piccolo e  flautas étnicas, traduzindo, através de seu sopro, a alma da música do Brasil.